Ancestralidade Africana no Brasil |
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| Os orixás Nanã e Obaluaiyê e Oxumaré pertencem ao Panteão da Terra. Os mortos e os ancestrais contidos na terra são seus filhos, simbolizados pelas hastes atori (Glyphaea Lateriflora) , de ódan ou pelas nervuras de palmas de palmeiras, enfeitados e ornamentados. Os ancestrais, representados coletivamente por um feixe dessas nervuras, constituem o corpo, o elemento básico, não só do Xaxará, emblema de Obaluaiyê, assumindo a representação coletiva dos espíritos da terra, como o Ibirí que é uma representação de Nanã, sua mãe mítica, simbolizando o seu poder genitor. |
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O Ibiri, como o Xaxará é feito - como já mencionamos - com um atado de nervuras de palmeira - símbolos dos òkú-òrun, os mortos, - ornamentado com tiras de couro, búzios e contas azuis-escuras e brancas. Devem ser confeccionados por um sacerdote altamente qualificado, preparado para manipular representações tão poderosas. Obaluaiyê filho mítico de Nanã é o principio masculino da Terra. Seu nome se compõe de Aba-Olu-Aiyê, Rei-Senhor de todos os espíritos do mundo. É cultuado e invocado juntamente com Nanã. É representado pelo Xaxará, cujo corpo formado pelos feixes de nervuras de palmeira, revela ser claramente a imagen coletiva dos espíritos ancestrais. O Assogba entrega os emblemas. |