Ancestralidade Africana no Brasil

Esse aspecto material, sua relação com lama - terra úmida - que confere a existência, a coloca no domínio do branco. Ela recebe em seu seio os mortos que tornarão possíveis os renacimento. Esse segredo ou mistério que se opera em suas entranhas escuras, expressa-se pela cor azul-escuro, do domínio do preto. As cores que representam, são uma combinação de partes iguas de branco e de azul-escuro e é assim que, no colar que a distingue, as contas azuis se alternam com as contas brancas.
Os mortos e os ancestrais contidos na Terra são seus filhos, simbolizados pelas hastes de àtòri (Glyphaea Lateriflora), de ódan ou pelas nervuras de palmas e de palmeiras enfeitadas e ornamentadas. Os acestrais representados coletivamente por um feixe dessas nervuras, constitui o corpo, o elemento básico, não só do Xaxará, emblema de Obálúaiyê, filho mítico de Nanã, mas também de seu próprio emblema, ibiri. Enqunato o Xaxará "é" Obálúiayê, o orixá-filho, assumindo a representação dos espíritos da terra, o ibiri é uma representação transferida de Obálúiayê, filho contido por Nanã e simbolizando o seu poder genitor.

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