Ancestralidade Africana no Brasil |
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| Mestre Didi descendente de uma antiga linhagem de sacerdotes Ketu-Nagô, iniciado desde sua infância no culto aos ancestrais, os Egungun e mais tarde, no culto aos orixás, por africanos e afro-baianos, investido de altos títulos e funções, buscou sempre - através de livros, ensaios, filmes - preservar e divulgar a sua herdada cultura. Afirmou-se como líder notável de sua comunidade e em porta-voz autorizado de sua tradição. | |
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Mestre Didi transmite por escrito em seus livros de contos e dramatizações - peças teatrais e autos coreográficos - aqueles ensinamentos que circulavam oralmente na sua comunidade e que aprendeu desde sua infância. É o espírito de continuidade que fala por seu intermédio. Ele transforma em uma singular literatura escrita, recriando formas e conteúdos narrativos, o acervo oral da tradição Nagô, sem preder a essência de suas ricas e complexas elaborações simbólicas, Muitos de seus contos foram traduzidos e publicados em revistas e antologias. |