A criação do INTECAB foi proposta no Brasil após a 3ª COMTOC, durante o 1º Encontro Nacional da Tradição dos Orixá e Cultura, realizado em Salvador, em agosto de 1987, coordenado por Mãe Stella Azevedo e o Alapini, Mestre Didi.O Encontro contou com a participação de expressivos representantes dos diversos estados brasileiros e suas diversas expressões afro-brasileiras. A proposta de criação do Instituto foi encaminhada para discussão, reflexão e sugestões aos representantes dos estados participantes.
A discussão centrou-se em se o INTECAB deveria ou não abranger a tradição afro-brasileira com todos seus desdobramentos, incluindo a Umbanda e outras correlatas, desde que mantivessem a preservação de seus princípios originais afro-brasileiros. Essa polêmica gerou alegações sobre a legitimidade da participação das diversidades ocasionando a saída daqueles que sustentavam que a instituição apenas congregaria a tradição dos orixá. A reunião continuou na sede da Sociedade de Estudos das Culturas e da Cultura Negra no Brasil -SECNEB, com a coordenação de Deóscoredes Maximiliano dos Santos , Mestre Didi, Alapini, contando com as demais delegações que acordaram com a continuidade da concretização do INTECAB.
Decidiu-se a criação do Conselho Religioso Nacional, que voltou a reunir-se em outubro de 1987, com representantes de cada estado, decidindo-se pela criação do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira -INTECAB com instalação da Coordenação Nacional na Bahia. Ao mesmo tempo, foram criadas Coordenações Estaduais em cada um dos estados fundadores: Pernambuco, Rio de Janeiro,Maranhão e Minas Gerais. Posteriormente foram criadas as Coordenações Estaduais de São Paulo , Pará,Sergipe e Paraíba.